Há um fenômeno acontecendo no Brasil em 2025 que merecia estar na capa de todos os jornais econômicos. Não é uma queda de juros milagrosa. Não é um boom de emprego. É algo mais profundo: quase metade dos brasileiros está pensando seriamente em comprar um imóvel nos próximos 24 meses. E isso não é especulação — é dado concreto, pesquisado e validado.
Segundo a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica divulgada pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o segundo trimestre de 2025 registrou o maior índice histórico de intenção de compra de imóveis no Brasil: 49% da população pretende adquirir um imóvel nos próximos 24 meses. Esse é o maior número desde o início da série histórica em 2020.
Para colocar em perspectiva: isso significa que, em um país de 215 milhões de habitantes, aproximadamente 105 milhões de pessoas têm intenção de compra. Mesmo considerando apenas a população economicamente ativa com renda acima de R$ 2,5 mil (o recorte da pesquisa), estamos falando de um mercado potencial gigantesco.
Mas aqui está o detalhe mais interessante: essa intenção de compra não é uniforme. Ela varia drasticamente conforme a renda — e é justamente nas faixas de maior poder aquisitivo que o mercado está mais aquecido.
A pesquisa da Brain revela um padrão claro: quanto maior a renda, maior a intenção de compra.
Entre os brasileiros com renda mensal acima de R$ 20 mil, a intenção de compra chega a 58% — praticamente 6 em cada 10 pessoas. Isso é extraordinário. Significa que, nesse segmento, a compra de imóvel não é mais uma aspiração distante — é um plano concreto.
Para comparação:
Esse padrão ascendente não é coincidência. Reflete uma realidade econômica simples: quem tem renda alta consegue comprar mesmo com juros altos. E, mais importante, consegue enxergar o imóvel como um ativo de proteção patrimonial — especialmente em cenários de inflação e desvalorização da moeda.
Para entender por que a intenção de compra bate recorde em 2025, é importante considerar o cenário econômico:
A taxa de desemprego no Brasil em 2025 ficou em torno de 5,8% — um dos menores patamares dos últimos 10 anos. Isso significa que as pessoas têm mais segurança para fazer compromissos de longo prazo, como uma compra imobiliária.
Além disso, a renda média dos brasileiros vem crescendo. Pessoas que há 2-3 anos ganhavam R$ 5 mil agora ganham R$ 8 mil ou R$ 10 mil. Isso expande o poder de compra e torna o imóvel mais acessível.
Sim, a Selic está em 15% a.a. — juros elevados que encarecem crédito imobiliário. Mas aqui está o detalhe: o segmento de renda alta sofre menos com juros altos porque:
Em um cenário de inflação elevada e desvalorização da moeda, o imóvel virou ativo de refúgio. Enquanto a poupança rende pouco e a bolsa oscila, o imóvel oferece tangibilidade e potencial de valorização real.
Isso explica por que, mesmo com juros altos, a intenção de compra entre os ricos segue forte. Eles estão comprando não só para morar — estão comprando para proteger patrimônio.
A pesquisa da Brain identificou três motivações principais para a compra de imóveis em 2025:
A maior parte das pessoas que pretendem comprar está motivada por momentos de transição:
Esse segmento é importante porque representa demanda estrutural — não é especulativa, é baseada em necessidades reais de vida.
Um terço dos compradores em potencial busca melhorar de moradia. Isso pode significar:
Esse movimento reflete a valorização do bem-estar e da qualidade de vida. As pessoas estão dispostas a pagar mais por conforto, segurança, localização e infraestrutura.
Um segmento crescente — 15% dos compradores — está motivado por investimento puro. Eles buscam:
Esse segmento é especialmente importante porque representa capital “quente” — investidores que analisam números, comparam mercados e escolhem os melhores lugares para investir.
A pesquisa também revelou informações valiosas sobre o que os brasileiros querem comprar:
Isso mostra uma migração clara para o segmento de alto padrão. As pessoas não estão mais buscando apenas “um imóvel barato” — estão buscando qualidade, localização e potencial de valorização.
Isso mostra que a demanda continua centrada em moradia, mas com crescimento em segmentos de lifestyle (casas de praia, imóveis em regiões turísticas).
Além das motivações principais, a pesquisa identificou fatores secundários que levam o comprador a pagar mais:
Dois terços dos compradores estão dispostos a pagar acima da média se a localização for privilegiada. Isso significa:
Praticamente a mesma proporção valoriza segurança. Isso inclui:
Esses dois fatores — localização e segurança — são os diferenciais que justificam preços mais altos e que mais influenciam a decisão de compra.
Mas nem tudo é otimismo. A pesquisa também revelou um lado preocupante: 65% dos brasileiros já deixaram de fechar um contrato de imóvel por receio de ser um mau negócio devido ao preço.
Isso significa que, apesar da intenção de compra estar em 49%, há uma resistência ao preço que está travando transações. As pessoas querem comprar, mas acham que os preços estão altos demais.
Para o investidor e o corretor, isso é importante: a negociação e a justificativa de preço são fundamentais. Não é mais suficiente apenas mostrar o imóvel — é necessário demonstrar valor, potencial de valorização e retorno.
A pesquisa também mostrou que a intenção de compra varia por região:
A pesquisa revela que o comprador de 2025 é diferente do de anos anteriores:
Isso significa que o mercado está maduro e competitivo. Quem quer vender precisa oferecer valor real, não apenas esperança.
Esses dados têm implicações práticas importantes:
Há demanda forte, mas ela é seletiva. Imóveis bons em boas localizações vendem rápido. Imóveis mediocres em localizações ruins ficam parados.
Com 49% de intenção de compra e oferta limitada, a pressão de preços para cima continua. Especialmente em localizações premium.
O crescimento de 166% em imóveis entre R$ 600 mil e R$ 800 mil mostra que o segmento de alto padrão é o que mais cresce.
Com 65% valorizando localização, os bairros premium vão continuar a valorizar mais do que os demais.
A intenção de compra de imóveis em 49% é mais do que um número — é um sinal de confiança no futuro. É a prova de que, apesar dos desafios econômicos, os brasileiros seguem apostando em imóveis como proteção patrimonial, moradia de qualidade e investimento.
Para o investidor, a mensagem é clara: o mercado está aquecido, especialmente no segmento de alto padrão e em localizações premium. Para o corretor, a oportunidade é enorme — mas exige profissionalismo, conhecimento de mercado e capacidade de demonstrar valor.
O futuro do mercado imobiliário em 2025 e 2026 é promissor. Quem souber ler esses sinais e agir com estratégia, lucra.
Para tanto é fundamental a escolha de um bom profissional, capacitado para entregar as respostas necessárias para que você tome a melhor decisão, essa é a minha missão como Consultor de Investimentos Imobiliários.
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