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10 Endereços que Ditam o Preço do Luxo Imobiliário em 2025

Exclusividade, localização e apelo turístico: por que esses endereços puxam os preços para cima

O mercado imobiliário brasileiro chegou a 2025 com um recado direto: onde há vista rara, serviços premium e estilo de vida aspiracional, o metro quadrado dispara. Em bairros de alto padrão — muitos deles no litoral catarinense — o preço do m² ultrapassa com folga a faixa de R$ 30 mil, puxado por empreendimentos icônicos, turismo forte e uma demanda que valoriza exclusividade.

 

Segundo a Inteligência de Mercado DWV, estas são as 10 regiões com maior valor médio de m² em 2025, considerando imóveis novos e lançamentos cadastrados no app DWV:

 
  • Barra Norte – Balneário Camboriú (SC): R$ 38.647,84/m²
  • Barra Sul – Balneário Camboriú (SC): R$ 35.274,29/m²
  • Estreito – Itapema (SC): R$ 34.336,80/m²
  • Barigui – Curitiba (PR): R$ 31.250,00/m²
  • Belvedere – Gramado (RS): R$ 30.242,37/m²
  • Centro – Balneário Camboriú (SC): R$ 29.895,99/m²
  • Parque Global – São Paulo (SP): R$ 25.615,88/m²
  • Praia Brava – Itajaí (SC): R$ 25.432,78/m²
  • Vila Suíça – Gramado (RS): R$ 24.252,27/m²
  • Canto Grande – Bombinhas (SC): R$ 23.651,65/m²
 

Observação importante: os valores acima refletem o universo de imóveis novos e lançamentos monitorados pela DWV. Em campo, determinados empreendimentos “fora da curva” podem transacionar acima (ou abaixo) das médias do bairro.

 

 

O que os líderes têm em comum

  1. Localizações raras e “instagramáveis”

    • Frentes para o mar, decks e molhes (caso da Barra Norte em Balneário Camboriú), proximidade de parques e áreas verdes (como Barigui em Curitiba), vistas de cartão‑postal (Gramado).
    • Essas qualidades criam “efeito vitrines”: o morador compra não só área útil, mas o cenário, a conveniência e o status embutido.
  2. Ecossistema de alto padrão

    • Torres assinadas, áreas de lazer de resort, serviços pay‑per‑use, integração com shopping, marina, hospital premium ou parque linear (a exemplo do eixo do Parque Global, em São Paulo).
    • São produtos seletivos, com baixa elasticidade de preço no topo.
  3. Demanda com bolso e propósito

    • Compradores endinheirados buscam segunda moradia, renda futura via locação por temporada ou diversificação patrimonial.
    • Em destinos turísticos consolidados, a ocupação média e o ticket de diária reforçam a tese de investimento no longo prazo.
  4. Oferta escassa e regulada

    • Terrenos finais de frente‑mar, gabaritos definidos, legislação ambiental e urbanística mais rigorosas limitam a quantidade de novos lançamentos e sustentam preços.
 

 

O que dizem os indicadores de 2025 (contexto nacional)

Para ancorar a leitura de “micro‑mercados premium” dentro do cenário do país:

 
  • O Índice FipeZAP mostra que, em 2025, as cidades com os maiores valores médios de m² incluem Balneário Camboriú, Itapema, Vitória, Itajaí e Florianópolis. Em novembro/2025, por exemplo, Balneário Camboriú e Itapema lideravam as médias urbanas monitoradas. Esses números são médias de cidade — bairros top tendem a operar bem acima delas.
    Fontes: FipeZAP/Fipe; sínteses e rankings divulgados por portais setoriais em 2025.

  • Sobre juros: o Copom manteve a Selic em 15% a.a. em reuniões do segundo semestre de 2025. Juros altos encarecem crédito, mas o segmento de luxo sofre menos, porque depende menos de financiamento bancário e mais de capital próprio, permutas e condições diretas com incorporadoras.
    Fontes: Agência Brasil; Banco Central (histórico Selic 2025).

  • Em mercados específicos, levantamentos locais em 2025 apontam que frentes‑mar em Balneário Camboriú (com destaque para a Barra Norte) registraram patamares elevados por m², especialmente em lançamentos “signature”. Há reportes de médias no eixo de R$ 30 mil–R$ 40 mil/m² e casos “boutique” acima disso, conforme tipologia e vista.
    Fontes: materiais setoriais e imobiliários especializados de 2025.

 

Tradução prática: a média da cidade é um piso estatístico. Os endereços “A+” rodam um campeonato à parte.

 

 

Leitura, bairro a bairro (o que puxa o preço)

1) Barra Norte e Barra Sul – Balneário Camboriú (SC)

  • Por que lideram: a orla alargada, skyline único no Brasil, molhes e decks que viraram atração, vida urbana caminhável e intensa agenda turística.
  • Produto: supertorres com lazer completo, plantas amplas e serviços; frentes‑mar disputadíssimas.
  • Tese de investimento: valorização sustentada por escassez de terrenos “pé‑na‑areia” e pela grife da cidade no segmento de luxo. Em locação por temporada, unidades bem posicionadas performam acima da média regional.
 

2) Estreito – Itapema (SC)

  • Por que destaca: frente‑mar desejada, oferta recente de alto padrão e rota “porto‑a‑porto” entre Balneário Camboriú e Itapema, que hoje é marca forte em investimento de veraneio.
  • Produto: apartamentos de padrão superior, fachadas contemporâneas e lazer de clube.
  • Tese: o mix turismo + segunda residência gera liquidez; lançamentos de qualidade sustentam o ticket do m².
 

3) Barigui – Curitiba (PR)

  • Por que aparece: vizinhança do Parque Barigui, uma das áreas verdes mais queridas da cidade, com infraestrutura consolidada no entorno.
  • Produto: residenciais amplos, alto padrão de acabamentos e vista para o parque, que é escassa.
  • Tese: “parque de verdade” na porta eleva a percepção de bem‑estar, o que valoriza o m² mesmo fora do litoral.
 

4) Belvedere – Gramado (RS)

  • Por que entra no topo: Gramado virou sinônimo de turismo o ano inteiro (gastronomia, eventos, Natal Luz).
  • Produto: residenciais com arquitetura charmosa, vista, lareiras, e proposta de segunda moradia.
  • Tese: renda de temporada em alta e “brand” da cidade fazem o investidor aceitar tickets mais robustos.
 

5) Centro – Balneário Camboriú (SC)

  • Por que segue forte: aqui, a conveniência urbana se mistura com a praia — comércio, serviços e a praia central a passos de casa.
  • Produto: torres com mixes variados; unidades com bom equilíbrio de área útil e área de lazer.
  • Tese: liquidez elevada pela procura de quem quer morar e de quem quer alugar (curto e longo prazo).
 

6) Parque Global – São Paulo (SP)

  • Por que aparece: megacampus residencial na Marginal Pinheiros com parque, hospital premium, shopping e torres residenciais de alto padrão.
  • Produto: plantas generosas, infraestrutura integrada e “cidade dentro da cidade”.
  • Tese: grandes equipamentos (parque linear, hospital) ancoram valorização e criam um novo eixo de desejo. Em algumas tipologias, preços vêm se aproximando de bairros tradicionais “caríssimos” da capital.
 

7) Praia Brava – Itajaí (SC)

  • Por que destaca: praia jovem, esportiva e sofisticada, no meio do caminho entre Itajaí e Balneário Camboriú, com “lifestyle” muito forte.
  • Produto: empreendimentos de fachada marcante, beach clubs no entorno e vistas abertas do mar.
  • Tese: demanda reprimida por frente‑mar limitada e marca de “praia cool” sustentam preços altos.
 

8) Vila Suíça – Gramado (RS)

  • Por que entra: bairro silencioso, arborizado e com bons acessos — atende ao público que deseja charme e tranquilidade, com padrão de acabamento elevado.
  • Produto: estilos com inspiração alpina, studios e plantas maiores com varandas panorâmicas.
  • Tese: a “experiência Gramado” se traduz em diária cara e vacância baixa em alta temporada.
 

9) Canto Grande – Bombinhas (SC)

  • Por que aparece: mar translúcido, natureza preservada, baixa verticalização e praias duplas (mar de dentro e mar de fora) que encantam famílias e esportistas.
  • Produto: baixa oferta, projetos bem cuidados, foco em vista e integração com a praia.
  • Tese: escassez é a palavra; é o típico caso em que pouca terra e muita demanda faz o preço subir.
 

 

Como interpretar os números (e não tropeçar)

  • Média não é teto: os R$ 30 mil–R$ 40 mil/m² refletem o recorte de lançamentos e produtos novos. Unidades “unique” (coberturas, linhas frente‑mar raras, andares altíssimos) podem romper a média com facilidade.
  • Cidade vs. micro‑localização: a média de cidade serve como “chão informativo”. Em Balneário Camboriú e Itapema, por exemplo, as médias municipais monitoradas em 2025 ficam muito abaixo das frentes‑mar mais exclusivas — é normal.
  • Juros altos, topo resiliente: com a Selic em 15% a.a. em 2025, parte do mercado “popular” sente mais. No luxo, a compra é mais dolarizada e menos dependente de crédito; por isso, a correção de preços é mais lenta.
 

 

Estratégias práticas para quem investe em 2025

  1. Escolha o “miolo A+”

    • Frente‑mar real, vista definitiva, pé‑direito generoso, áreas de lazer assinadas e acesso a parque/serviços premium.
    • No litoral catarinense, evite unidades com sombra permanente na praia e priorize fachadas com melhor insolação.
  2. Foque liquidez

    • Tipologias de 2 e 3 suítes com 2 vagas tendem a rodar bem na revenda e na locação por temporada.
    • Em Gramado e Bombinhas, unidades com varanda, vista e boa acústica elevam ocupação e diária média.
  3. Leia o cronograma da região

    • Obras públicas (parques, molhes, marinas, mobilidade), hospital premium e âncoras comerciais mexem na curva de preço antes da inauguração. Antecipe‑se.
    • Em São Paulo, eixos de requalificação urbana próximos a parques e linhas de metrô têm bônus estrutural.
  4. Proteja o caixa

    • Prefira construtoras com histórico de entrega, SPEs sólidas, garantias bem amarradas e cronogramas realistas.
    • Parcelamento direto com a incorporadora pode suavizar o impacto dos juros bancários. Faça a conta total (juros, correções, ITBI, mobília).
  5. Tese de temporada? Profissionalize

    • Padronize enxoval, invista em fotos profissionais, automação de check‑in e parceria com gestor local.
    • Em Balneário Camboriú e Itapema, calendário de alta temporada + feriados + eventos segura ocupação e diária.
 

 

O que acompanhar ao longo do ano

  • Decisões do Copom sobre a Selic e impactos no crédito imobiliário.
  • Pipeline de lançamentos frente‑mar nos eixos Barra Norte/Barra Sul (BC), Estreito (Itapema) e Praia Brava (Itajaí).
  • Entregas e ativações no Parque Global (SP) e novos parques/âncoras em Curitiba (barigui) e Gramado.
  • Evolução das regras locais (gabarito, outorga, meio ambiente) que restringem ou liberam potencial construtivo.
 

 

Conclusão

Em 2025, o topo da pirâmide imobiliária brasileira fala a língua da exclusividade. Onde natureza de cartão‑postal encontra projeto contemporâneo e serviços de primeiro nível, o metro quadrado ultrapassa R$ 30 mil com naturalidade. Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí, Gramado, Curitiba e São Paulo, cada qual com sua força, mostram que “lugar” não é só CEP — é uma soma de experiências que o comprador percebe e paga.

 

Para o investidor, a lição é simples e direta: busque micro‑localizações únicas, avalie o ecossistema que cerca o empreendimento, acompanhe os vetores de infraestrutura e proteja o caixa com planejamento. Fazendo isso, dá para surfar a valorização com mais segurança — e colher bons frutos, seja morando, alugando ou revendendo.

 

Fontes consultadas (2025): Índice FipeZAP/Fipe; Agência Brasil e Banco Central (Selic); materiais setoriais e imobiliários especializados sobre Balneário Camboriú, Itapema e Parque Global, além de conteúdos locais de mercado que reportam patamares de m² em frentes‑mar e zonas premium.

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